“Eu odeio isso que você faz, isso de chegar na minha vida, ir embora, eu me recuperar e depois você simplesmente voltar de novo. Eu havia trancado meu peito a sete chaves, milhões e milhões de correntes por ele todo, fechaduras, muros de pedras, montanhas de gelo. Eu o tranquei com qualquer tipo de fragmento a prova de você. Eu havia lutado para jogar cada lembrança fora, deletar cada momento, apagar cada risada estúpida nas mensagens, no histórico, eu havia lutado para apagar o teu número e esquece-lo de qualquer forma, a qualquer custo. Eu havia lutado mais ainda para sorrir, para não deixa que as lágrimas apertassem os olhos e caíssem várias, rapidamente e descontroladamente. Eu havia lutado tanto, havia me esforçado tanto para recolher cada caco do coração e colar perfeitamente um no outro, para couber certinho naquela utopia, naquela fantasia ingenua de que eu realmente estava bem… E eu estava, pelo menos me convencia disso. Então você volta, com esse teu jeito carente, essa tua cara boba, então você volta e derrete toda a proteção de aço, você derrete sem nem ao menos uma palavra, sem nem ao menos um sorriso, basta um olhar e simples, você derreteu tudo. Aqui estou eu, de novo, tentando me recompor a essa insanidade, essa loucura agonizante que você me deixou. Aqui estou eu de novo, tentando ficar bem, mas nos últimos meses, sem conquista, afinal não tem como ajuntar o coração se você o levou, a única coisa que acho pelos cantos é a saudade. Eu odeio isso, odeio esse teu jeito de chegar na minha vida, ir embora, eu me recuperar e você voltar depois… Mas afinal, sabe por que eu odeio? Porque sempre que você volta, eu vou te aceitar de volta, sempre.”
“Pode deixar, eu não vou me lamentar. Não mais. Eu cansei de fazer isso todos os dias, enquanto você só se lamenta por não poder ficar mais tempo com a sua nova namorada. Eu cansei de segurar lágrimas, enquanto você transparece a sua verdadeira felicidade no seu sorriso, a cada segundo ao lado dela. Tudo bem, eu supero. Me dói, mas eu supero. Ficar lembrando de cada detalhezinho de vez em quando, corrói. Mas eu sei que não é só comigo que isso acontece. Eu sei que você também sente algo te machucando lá no fundinho quando dizem o meu nome e perguntam por que nós não estamos mais juntos. Mas não se lamenta, meu amor. Não se lamenta. Só não era pra ser. A culpa não foi nossa, foi do destino. Nós fomos destinados a nos encontrarmos, nos apaixonarmos, nos amarmos… Mas não, nós não pertencemos um ao outro, e nunca pertenceremos. Pode até ser que a gente tenha se querido demais, se amado demais, mas isso nunca adiantaria em um mundo que quando eu peço olhando pra lua que tudo se acerte logo, você cruza os dedos observando uma estrela cadente pedindo pra me esquecer. Foi falta de racionalidade da minha parte? Foi um erro estúpido ficar insistindo em algo que não funcionaria? Foi o meu jeito que te assustou, te fez querer fugir? Não sei. Mas também não importa mais. O seu único interesse agora, é de se acertar de vez com a tua nova garota. E que ela saiba te fazer sentir, tudo aquilo que eu fiz. Sejam felizes, de coração. É tudo o que eu posso dizer agora.”